Artigo de Guilherme André
22-02-2020

Quando se olha para trás na história vemos que há vários carros que deixaram uma marca muito própria. Uns pelo cariz desportivo, outros pela utilidade, alguns pelo visual, mas muito poucos conseguiram englobar tudo isto. É o caso do Citroën AX, um modelo que se tornou quase um “carro do povo” e que nasceu como o substituto do Visa.

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Apresentado em 1986 no Salão de Paris, trouxe consigo o objetivo de ser um veículo económico, fiável e o mais versátil possível. O resultado foi este pequeno “carrinho” com um visual simples, mas altamente reconhecido. Contudo, a marca francesa pensou em todos os detalhes, como por exemplo, as questões aerodinâmicas. De facto, destacava-se pelo muito bom coeficiente aerodinâmico (0,31). Perante dimensões tão pequenas não é de estranhar que o peso ultrapasse ligeiramente os 700 kg.

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No que toca a motores, tinha alternativas para todos os gostos e carteiras. Para além de alternativas Diesel e a gasolina, temos de referir um ponto. Se acha que os elétricos são “modernices” de agora, desengane-se. O AX teve ainda uma variante eletrificada, lançada em 1993, que recorria a uma bateria de níquel-cadmio.

Veja o vídeo:

Citroën AX GTi era um verdadeiro pocket rocket

Quando se fala do Citroën AX, é impossível não referir a versão GTi. Este “mini” desportivo tem uma autêntica legião de fãs e percebe-se porquê. Baixo peso, tração dianteira, distância de eixo curta (ainda mais do que o “primo” 205 GTi) e uma traseira “atrevida”. Tudo isto era acompanhado por um motor de 1360cc que debita 100 cavalos (95 após a introdução do catalisador). Em suma, tinha todos os ingredientes para fazer as delícias de qualquer jovem dos anos 80 e 90, mais ainda porque chegava aos 200 km/h. É talvez um dos veículos que melhor representa a mítica expressão pocket rocket.

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Por fim, não é de estranhar o facto de ainda ser possível observar vários Citroën AX pelas estradas portuguesas. No que toca aos GTi são poucos, contudo, os que existem são quase os “bebés” dos donos e encontram-se num estado irrepreensível. De relembrar que ganhou o título de Carro do Ano em 1988 e foi fabricado até 1998. No total, nasceram 2 425 138 unidades de um modelo que se tornou uma peça histórica no seio da Citroën.

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