Artigo de Guilherme André
09-03-2020

É preciso recuar até 1987 para começarmos a falar do Peugeot 405. Apresentado no Salão Automóvel de Frankfurt, a berlina francesa marcou uma época, principalmente no mundo do desporto. Começando pelo exterior, a carroçaria foi desenhada pelo estúdio italiano Pininfarina que concedeu um visual elegante e moderno, mas com foco nas questões aerodinâmicas. A base era a mesma do “primo” Citroën BX. Este apresentava argumentos suficientes para fazer frente a um segmento que contava, por exemplo, com o Volkswagen Passat. Aliás, foi de tal maneira imponente que chegou a Carro do Ano na Europa em 1988 e, um ano mais tarde, venceu o Troféu Carro do Ano em Portugal.

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No que toca a versões, havia um pouco de tudo. Se no lançamento conhecemos variantes destinadas a “pais de família”, numa segunda fase de vida a Peugeot mostrou todo o lado desportivo do 405. A primeira a surgir foi a versão Mi16 que utilizava um bloco já conhecido do 205 GTI: 1,9 litros 16V que debita 160 cavalos de potência. Para a realidade atual parece pouco, mas para a época era um valor respeitável. Assim, o Peugeot 405 conseguia acelerar dos 0 aos 100 km/h em 8,9 segundos, enquanto a velocidade máxima era de 220 km/h.

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Contudo, a marca gaulesa foi ainda mais longe e criou uma versão topo de gama. Falamos da variante T16. Esta recebia um 2.0 litros turbo que chegava aos 200 cavalos. Ainda assim, a função denominada overboost conseguia retirar mais 10% de potência durante 45 segundos através do aumento da pressão do turbo de 1,1 para 1,3 bar.

Veja o vídeo:

Peugeot 405 foi um verdadeiro “guerreiro” no desporto motorizado

Se na estrada conquistou uma legião de fãs, o que dizer no desporto motorizado? Com o mítico Ari Vatanen ao volante, o Peugeot 405 Turbo 16 venceu o Dakar por duas vezes (1989 e 1990). Para além disso, a mesma dupla conquistou a subida de Pikes Peak em 1988 num tempo recorde. Este foi de tal maneira um feito incrível que deu origem a uma famosa curta metragem, Climb Dance (vídeo em cima).

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Por fim, a produção durou 10 anos (1987 a 1997) e conheceu outras configurações como a carrinha ou tração integral. No total, foram vendidos mais de 2,5 milhões de exemplares, porém, ainda é possível ter um 405 produzido em 2019! Sim, leu bem, o Peugeot 405 ainda é produzido no Azerbaijão com o nome Peugeot Khzar 406 S. É impressionante como um carro com praticamente 33 anos de vida se recusa a “morrer”.

Percorra a galeria e recorde o automóvel francês.

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