Artigo de Equipa Automundo
22-01-2018

A pintura de um carro é um processo longo que, imagine-se, pode demorar anos. Não acredita? Antes da aplicação, são feitos vários estudos de mercado para apurar as cores que serão tendência no futuro. Terminado este processo, o mais moroso, é altura de testar a aplicabilidade da tinta. Daí, passamos então para o principal, a pintura do automóvel. Para finalizar, são feitos vários testes para verificar possíveis imperfeições na pintura. Mas vamos por partes, primeiramente a escolha da tinta.

 

 

Três anos de investigação e sensibilidade para captar as tendências do mercado: «O nascimento de uma cor começa cá dentro», revela Jordi Font do departamento Color&Trim da SEAT. Esta viagem inicia-se com um estudo de mercado. Neste processo, a personalização surge como uma clara tendência de futuro. De seguida, fique a conhecer o que acontece nos mais de 1000 dias necessários à criação de uma nova gama de cores:

1000 litros de tinta para uma sinfonia de cores: uma equipa especializada analisa as tendências de mercado e propõe uma palete de cores para os modelos a lançar. «Além de acompanhar a moda, a criação de uma nova tonalidade é também algo muito intuitivo. É preciso sentir o pulso da rua e entrar no ritmo», garante Font. Ao todo, na criação de uma nova tonalidade, gastam-se cerca de mil litros de tinta.

 

Personalização é a chave

A ciência por trás de uma cor Pantone: em laboratório, fazem-se as misturas que transformam o ato criativo num exercício puramente químico. No caso da gama cromática do SEAT Arona: «Com a mistura de 50 pigmentos e partículas metálicas diferentes, criaram-se quase 100 variações da mesma cor de forma a ser escolhida a tonalidade mais adequada», explica Carol Gómez, do departamento de Color&Trim. «As cores são cada vez mais sofisticadas e a personalização assume-se como uma clara tendência», comenta Font. Um dos exemplos disso está no novo SEAT Arona, que permite escolher entre mais de 68 combinações.

 

Seat Arona

 

Das fórmulas matemáticas à realidade: uma vez escolhida, a cor tem que ser aplicada na chapa para confirmar a sua aplicabilidade e o efeito visual final produzido. «Experimentam-se os efeitos visuais, os brilhos e os sombreados em placas de metal expostas à luz solar e à sombra para que se confirme que a cor, quando aplicada, corresponde com o que foi idealizado», acrescenta Jesús Guzmán, do departamento de Color&Trim.

 

Pintura do carro feita com extrema minuciosidade

Uma sala de cirurgia onde operam 84 robots: já na estufa, os automóveis são pintados a uma temperatura entre 21 e 25 graus. Num processo completamente automatizado, 84 robots aplicam 2,5 quilos de tinta, ao longo de seis horas, em cada veículo. As cabines de pintura possuem um sistema de ventilação semelhante ao que existe nas salas de operações para evitar a entrada de pó do exterior, impedindo assim que assentem impurezas na tinta acabada de aplicar. No total, sete capas de tinta, finas como um cabelo, mas duras como uma rocha, secadas num forno a 140 graus.

Um TAC que observa tudo: uma vez aplicada, bastam 43 segundos para que se confirme não existir qualquer imperfeição na aplicação da pintura. Os veículos passam por um scanner que verifica a regularidade da pintura e a inexistência de impurezas.

Fotos: Netcarshow

 

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