Artigo de Guilherme André
22-12-2019

É certo que comprar um carro em segunda mão tem as suas vantagens. É possível comprar um veículo com, por exemplo, cinco anos, num estado irrepreensível por um preço bem mais baixo do que quando saiu do stand. No entanto, há sempre reticências em vários pontos, nomeadamente na contabilização de quilómetros feitos.

Este é um dos fatores mais relevantes para a compra de um determinado carro, principalmente quanto mais velho for. Ainda assim, existem pessoas que conseguem diminuir os quilómetros que aparecem no painel de instrumentos, com o objetivo de vender por um preço superior. Conheça alguns truques para tentar perceber se está a ser enganado:

Todos os registos de revisão ou inspeção são boas ajudas

Algo que é indispensável quando se compra um veículo em segunda mão é solicitar todos os documentos de anteriores donos. Tudo o que tenha sido feito, revisões ou simples idas à oficina, são importantes porque costumam dispor do número de quilómetros que o veículo tinha naquela data.

Leia ainda: 9 coisas que nunca deve deixar no carro

Se o veículo for nacional, pode ainda dirigir-se ao IMT (Instituto da Mobilidade e dos Transportes) ou através do site. Este disponibiliza uma certidão de inspeção (30€ se adquirir o documento nas instalações, 10% de desconto se for online). Relembramos que os veículos ligeiros de passageiros vão à inspeção quatro anos após a data da primeira matrícula e, em seguida, de dois em dois anos, até completarem oito anos, e, depois, anualmente. Caso o veículo seja importado, pesquise pelo VIN (Vehicle Identification Number) e introduza-o nos sites AutoDNA ou Vin-Info. Aqui consegue obter informações desde o número de proprietários, acidentes registados ou fotografias da seguradora.

Veja o vídeo:

Procure algum sinal de possível manipulação no tablier

O segundo passo pede um pouco da perspicácia de cada um. Quanto mais velho for o veículo, mais fácil é manipular os quilómetros pela ausência de tecnologia. Assim, a forma mais recorrente é desmontar o tablier e alterar à mão os números no painel de instrumentos.

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Deste modo, podem ficar marcas, como por exemplo, um apoio partido, uma ponta solta ou até mesmo algum tipo de danos nos mostradores. Caso não confie no seu “golpe de vista”, leve um mecânico consigo que a ele, provavelmente, estes fatores não passam despercebidos. No caso do carro em segunda mão ser mais recente, o ideal é levar o veículo a uma oficina que faça a leitura dos erros através da entrada OBD. Assim, deve conseguir obter os quilómetros reais.

Se possível, conduza o veículo

Nada melhor do que experimentar. Se um veículo apresentar no painel de instrumentos 100 mil km, mas o motor tiver muitos mais, o funcionamento ou reação ao acelerador é ligeiramente diferente. É um facto que isto pode estar relacionado com a idade do veículo, mas não deixa de ser motivo para desconfiar. Para além disso, abra o capot e procure vestígios de óleo, isto porque quantos mais quilómetros o carro tiver, maior será o número de folgas. Nada dura para sempre!

Veja também: 8 dicas para prevenir acidentes rodoviários

Por fim, relembramos que isto são apenas algumas dicas que podem, ou não, ajudá-lo a escolher o melhor carro em segunda mão para si. Se não se sentir seguro do veículo em questão ou tiver algumas dúvidas sobre a veracidade de algum facto, não arrisque. O que não falta é bons negócios por aí.

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