Artigo de Guilherme André
11-01-2020

Ultrapassadas as primeiras seis etapas de do Dakar 2020, os pilotos já realizaram mais de 3700 km. A 42ª edição do Rali, que decorre nas areias da Arábia Saudita, tem sido dura para os pilotos portugueses. De facto, logo na primeira etapa o principal favorito a melhor português ficou fora de prova. No entanto, há outros portugueses que estão a surpreender no Dakar. Com o  sábado dia 11 de janeiro reservado como dia de descanso dos pilotos,  decidimos resumir o que aconteceu aos portugueses na primeira semana de Dakar em 2020.

Veja como estão os portugueses depois de uma semana de Dakar:

Motos:

António Maio – 30º na geral

António Maio, piloto da Yamaha Fino Motor Racing, tem sido uma das maiores surpresas da armada portuguesa. A 30ª posição é um espelho de como tem sido a prova do luso. Depois de ter conseguido, nas três primeiras classificativas, ficar entre os 25 primeiros, tornou-se no português mais bem posicionado nas motos. Contudo, na quarta etapa teve de parar ao km 36 para arranjar a moto depois de um acidente. Mesmo com muita dificuldade conseguiu chegar ao fim da etapa, mas caiu de 19º para 36º. Na quinta etapa melhorou para 33º e conseguiu o 21º lugar na última etapa antes do dia de descanso. Com o 30º na geral é o melhor português nas motos.

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Fausto Mota – 34º na geral

Fausto Mota corre no Dakar 2020 com uma Husqvarna da XRaids Team. O luso parte para o dia de descanso na 34ª posição. Depois do 53º lugar na primeira etapa, Mota tem feito uma boa recuperação ao subir todos os dias posições na geral.

Mário Patrão – 38º na geral

Na sétima participação no Dakar, Mário Patrão (KTM) tem mantido a regularidade. Da primeira à sexta etapa o português andou sempre a rondar a 40 posição da classificação geral. O pior dia da semana foi na terceira tirada ao terminar a 103ª posição, perdendo 2h e 22 min para o vencedor Ricky Brabec (Honda). Chega ao dia de descanso em 38º lugar na geral.

Paulo Gonçalves – 46º na geral

Paulo Gonçalves, piloto da Hero, começou bem a prova, ao chegar a 14º na geral no fim do segundo dia. No entanto, a terceira etapa foi madrasta para o luso. Gonçalves teve um problema na moto, algo que obrigou a trocar o motor. A organização chegou a anunciar a desistência do piloto, mas depois de seis horas de paragem conseguiu seguir em prova. Apesar deste grande revés, Paulo Gonçalves não desanimou e isso refletiu-se nos resultados: 4º na quarta etapa, 10º a quinta etapa e 8º na sexta. A grande recuperação deixa-o no 46º lugar à ida para o dia de descanso.

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Sebastian Bühler – Fora de prova

O luso-germânico da Hero, Sebastian Bühler, abandonou no último dia antes do descanso (sexta dia 10 de janeiro). Neste que foi o segundo ano na prova para o jovem de 25 anos, o objetivo passava por fazer melhor do que 20º lugar de 2019. Porém, ao km 265 da sexta etapa Sebastian partiu o motor da Hero e foi obrigado a abandonar a prova.

Joaquim Rodrigues – Fora de prova

Joaquim Rodrigues foi a primeira baixa da armada lusa no Dakar 2020. O piloto abandonou a prova logo na primeira etapa depois de ficar parado no km 86 com um problema elétrico. Apesar de já não contar para a classificação final, a direção da prova permite que o luso continue a realizar as etapas. Este feito é importante para o desenvolvimento da Hero.

Carros Dakar 2020:

Stéphane Peterhansel / Paulo Fiúza – 3º na geral

Paulo Fiúza chegou ao Dakar 2020 com alguma sorte. Peterhansel foi obrigado a trocar de co-piloto e escolheu o português para o orientar numa das provas mais duras do mundo e a escolha parece ter sido a certa. Até ao momento, a dupla já venceu a quarta e sexta etapa e, ao fim de seis tiradas, encontra-se no 3º lugar na geral. Fiúza continua assim na luta pela vitória final na categoria dos carros.

Benediktas Vanagas / Filipe Palmeiro – 10º na geral

Filipe Palmeiro está no Dakar pela décima quinta vez. Conhecido como co-piloto, tem como melhor resultado um oitavo lugar no ano passado. Agora, em 2020, encontra-se no 10º lugar a orientar o lituano Benediktas Vanagas. Ao fim de uma semana, o piloto luso pode repetir o top 10, ou fazer ainda melhor.

Ricardo Porém / Manuel Pórem – Fora de prova

Os irmãos Porém eram a única dupla 100% portuguesa nos carros à partida da prova. Esta foi a segunda participação de Ricardo e a estreia de Manuel (co-piloto). Após três boas classificativas, com o 17º lugar na segunda etapa, as coisas pioraram. Na quarta tirada conseguiram apenas o 64º lugar e, na quinta etapa, ficaram de fora do Dakar 2020 após um problema com a caixa de velocidades do Borgward.

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SSV Dakar 2020:

Conrad Rautenbach / Pedro Biachi Prata – 6º na geral

Pedro Biachi Prata decidiu trocar o volante pelo lugar de co-piloto nos SSV. Ao lado de Conrad Rautenbach, o luso conquistou o terceiro lugar na quinta etapa, o melhor resultado até agora. Na última etapa antes do dia de descanso voltaram a ficar no top5 e subiram para sexto na geral. É altura de recarregar baterias e atacar forte na segunda semana para tentar subir aos cinco melhores.

Camiões Dakar 2020:

Mathias Behringer / Stefan Henken / Bruno Sousa – 21º na geral

Bruno Sousa, partilha habitáculo com o piloto Mathias Behringer e o co-piloto Stefan Henken. Até ao momento, o mecânico português encontra-se no 21º lugar da geral. O camião de assistência da South Racing ainda pode chegar nos 20 primeiros lugares no fim da prova.

Francesc Ester Fernandez / Jean-François Cazeres / José Martins – Fora de prova

Na categoria dos camiões, todos os portugueses envolvidos são mecânicos. José Martins pertence à Team Boucou, equipa essa que dá assistência ao atual campeão Nasser Al Attiyah e ao ex-piloto de F1 Fernando Alonso. Apesar do foco ser a assistência, o Iveco abandonou a prova na segunda tirada.

Jordi Ginesta / Marc Dardaillon / Armando Loureiro – Fora de prova

Igualmente num MAN da Team Boucou, Armando Loureiro partiu para o Dakar 2020 sem ambições de vitória. A equipa composta pelo piloto romeno Jordi Ginesta e o co-piloto francês Marc Dardaillon abandonou no fim do segundo dia.

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Foto: reprodução

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