Artigo de Guilherme André
19-09-2019

A Federação Europeia dos Transportes e Ambiente (T&E) mostrou num estudo que os camiões movidos a gás natural liquefeito (GNL) emitem até cinco vezes mais óxido de azoto (NOx) do que os camiões a gasóleo. Estes resultados surgem depois do Governo holandês ter requerido um teste de estrada para comparar as emissões de NOx entre os dois combustíveis.

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Para além disso, a T&E defende que os governos da União Europeia devem acabar com os incentivos ao gás natural. Em Portugal, segundo a associação ambientalista portuguesa ZERO, a diferença entre os impostos entre os dois tipos de combustível é grande. No gasóleo é de 13,54 euros, enquanto no gás é de 1,86 euros por unidade de energia. Caso o imposto fosse idêntico, o Governo português “poderia beneficiar de receitas adicionais de impostos na ordem dos 7,98 milhões de euros”, afirma a associação.

ZERO defende que é necessário fazer a transição para camiões elétricos

A ZERO quer ainda que o Governo acabe com a promoção ao GNL e, por outro lado, incentive o sector da logística a mudar as frotas para veículos elétricos. “A verdade é que continua a tratar-se de um combustível fóssil, como o petróleo e o carvão, por isso contribui para as alterações climáticas”, salientou a Zero.

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Por fim, os argumentos apresentados pelos fabricantes dos camiões movidos a GNL são opostos aos testes. Eles dizem que os veículos reduzem as emissões de NOx em mais de 30%, quando na verdade, são até cinco vezes superiores.

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