Artigo de Guilherme André
05-12-2019

A McLaren parece estar apostada em criar supercarros ligeiramente mais “amigos” do ambiente. Ao longo dos anos, temos assistido a vários relatos de desenvolvimento de tecnologia relacionada com a eletrificação, no entanto, têm feito questão de salientar que ainda não estão prontos para lançar um 100% elétrico. Isto porque, de acordo com o diretor de marketing da McLaren, Jamie Corstorphine, os EV são demasiado pesados. Ainda assim, enquanto não há um zero emissões, a marca britânica está a preparar um frota de veículos híbridos.

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Em declarações ao Car and Driver, Mike Flewitt, CEO da McLaren, revelou que a plataforma da nova geração vai ser apresentada na primavera de 2020. O grande destaque é que a base vai estar preparada para suportar tecnologia híbrida. Para além disso, afirma que entre 3 a 4 anos, toda a gama de modelos vai estar eletrificada com sistema híbrido plug-in. Este vai permitir percorrer até 32 km em modo puramente elétrico, um bom avanço, do ponto de vista do fabricante.

Veja o vídeo:

Supercarro híbrido plug-in da McLaren vai fazer 2,3 segundos dos 0 aos 96 km/h

No entanto Flewitt deu mais algumas informações sobre o que os clientes podem esperar no futuro. Um dos modelos na agenda é um supercarro que vai acelerar dos 0 aos 96 km/h em 2,3 segundos. Assim, terão um veículo que é cinco a seis décimos de segundo mais veloz do que o McLaren P1! Isto só é possível devido à tração integral, sendo que o motor a combustão debita a potência para o eixo traseiro e o motor elétrico no dianteiro.

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Tal como mencionamos em cima, os grandes problemas da eletrificação é o aumento de peso, algo que a McLaren não pretende que aconteça nos modelos da gama. Assim, fizeram questão de relembrar que os componentes relacionados com o sistema híbrido apenas adicionam cerca de 29,4 kg. Por fim, o 4.0 V8 bi-turbo vai continuar a alimentar os McLaren nos próximos anos, enquanto um motor V6, mais leve, está a ser desenvolvido para compatibilizar com o sistema híbrido.

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