Artigo de Guilherme André
29-05-2020

Depois de apresentados os resultados do ano fiscal, a Nissan revelou que está a passar por uma crise profunda. De facto, o prejuízo líquido é de 671 mil milhões de ienes, qualquer coisa como 5,65 mil milhões de euros, algo que representa o maior prejuízo dos últimos 20 anos. Perante isto, viram-se na obrigação de apresentar um plano para tentar otimizar o negócio, mas também racionalizar os custos.

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A estratégia apresentada de quatro anos pretende reduzir as operações não lucrativas e ao mesmo tempo aplicar reformas estruturais. O principal objetivo é alcançar uma margem de lucro operacional de 5% em 2023. “O nosso plano de transformação visa garantir um crescimento estável em vez de uma expansão excessiva de vendas. Agora vamos concentrar-nos nas nossas principais competências e melhorar a qualidade do nosso negócio.” Refere Makoto Uchida, CEO da Nissan. “Isto coincide com a restauração de uma cultura definida por Nissan-ness para iniciar uma nova era”, acrescentou.

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Quais são as prioridades da Nissan nos próximos quatro anos?

Relativamente a medidas a tomar, a Nissan vai focar-se em dois pontos que considera cruciais para dar a volta à crise em que se encontra. Em primeiro lugar, a Racionalização para reduzir custos e melhorar a eficiência. Para tal, pretendem dimensionar a capacidade de produção em menos de 20%. Isto representa 5,4 milhões de unidades por ano. Querem ainda conseguir que as fábricas trabalhem acima dos 80% para tirar rentabilidade das mesmas, bem como racionalizar os produtos globais em 20%. Deste modo, vamos assistir a uma redução de modelos atuais de 69 para 55. Tal como diziam os rumores, pretendem ainda fechar a fábrica de Barcelona e, em sentido inverso, consolidar a produção norte-americana dos principais modelos. Vão tambémencerrar a instalações da Indonésia e Tailândia. O principal objetivo do fecho de fábricas é recorrer à maior partilha de recursos com os parceiros da Aliança (Mitsubishi e Renault).

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O segundo ponto visa uma maior preocupação com os mercados a atacar. Assim, o foco vira-se para o Japão, China e América do Norte, porém, sem esquecer o reforço operacional na Europa, América do Sul e ASEAN. Vão abandonar o mercado da Coreia do Sul e encerrar a Datsun na Rússia. Relativamente aos veículos, o foco passa para os segmentos C e D, mas também desportivos. Quanto aos elétricos, o segmento em que vão realmente investir, é esperada uma expansão com propulsor elétrico. Para tal, vão lançar mais dois modelos 100% elétricos e quatro com tecnologia híbrida e-Power. Daqui esperam um aumento da taxa de eletrificação para 60%.

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Em suma, a Nissan viu-se obrigada a tomar medidas drásticas e a uma reestruturação profunda. Com foco na racionalização e em atacar forte em mercados estratégicos e aprofundar a oferta elétrica, o objetivo é dar a volta a uma situação de crise.

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