Artigo de Hugo Mesquita
17-03-2020

A Fórmula 1 teve uma resposta tardia ao coronavírus e só depois de alguns pilotos terem demonstrado o seu descontentamento (nomeadamente, Lewis Hamilton) é que a prova inaugural do circuito, o GP da Austrália, foi cancelado. Esta decisão aconteceu uma hora e meia antes do início da primeira sessão de treinos livres. Por consequência, os 1800 pneus cedidos pela Pirelli às equipas acabaram por não ser utilizados. Surge uma questão pertinente: o que lhes aconteceu?

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A Pirelli foi obrigada a desfazer-se dos pneus. Serão agora aproveitados de uma maneira diferente e – mais importante que tudo! – num processo não poluente. Os compostos passam por um processo e terminam em combustível. Essa foi a explicação dada por Mario Isola, chefe do automobilismo da Pirelli, em declarações ao Motorsport.

Veja o vídeo:

Pneus transformados em combustível

“Nós amontoamos os pneus para transportá-los em menos contentores e enviamo-los de volta para o Reino Unido, onde os reciclamos numa fábrica de cimento em Oxfordshire. Nós queimamos os pneus a alta temperatura e criamos combustível, mas sem poluição”, explicou.

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Mario Isola explicou ainda que a sua empresa está a “investigar diferentes maneiras de reciclar pneus de Fórmula 1, mas neste momento é assim que fazemos”, concluiu. Relativamente aos dois próximos grandes prémios, no Bahrain e Vietname, Isola explicou que os compostos já se encontram nestes países e que por lá vão ficar até que as provas sejam oficialmente adiadas/canceladas.

Foto: Reprodução Instagram

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