Artigo de Guilherme André
15-01-2020

Um dos pontos de maior interesse nos carros clássicos é a história por trás do mesmo. É o que acontece com este Lotus 19 com o chassis #953. Desenhado pelo mítico Colin Chapman, este dois lugares estava equipado com um motor quatro cilindros 2,5 litros. Este motor era acompanhado por uma carroçaria aberta em fibra de vidro, numa configuração que correspondia à filosofia da marca.

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No entanto, vamos focar-nos neste Lotus 19 Monte Carlo com o chassis #953. Construído em abril de 1960, teve um grande sucesso pelo mundo fora. Tendo participado pela primeira vez numa prova em 1961, foi em 1962 que começou a fazer parte da vida de alguns dos pilotos mais conhecidos do mundo. No Reino Unido, venceu seis das sete corridas em que entrou, conduzido pelas mãos de Innes Ireland e o mítico Graham Hill. Um dado histórico deste ano foi o recorde conseguido por Hill no circuito de Snetterton: primeiro carro de corrida a atingir uma velocidade média por volta de 100 mph, ou seja, 161 km/h.

Veja o vídeo:

Este Lotus 19 foi o último carro conduzido por Stirling Moss antes de se retirar da competição

Um ano mais tarde, Stirling Moss escolheu este carro para regressar à competição depois de uma lesão grave. No entanto, percebeu que já não tinha o mesmo feeling para a competição e, depois de testar com este carro, decidiu retirar-se. Ou seja, este pequeno Lotus 19 com o chassis #953 foi o último carro de corridas conduzido por Stirling Moss enquanto piloto de competição.

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Em 1964, o carro é comprado por um concessionário de Bolton. Contudo, entra em competição conduzido por George Pitt, até que em Oulton Park acontece mais uma história interessante. O lendário Jim Clark entrou nesta mesma prova, contudo, o carro avariou antes da corrida. Perante isto, George Pitt “emprestou” o Lotus 19 com o chassis #953 para Jim poder competir. Tal como seria de esperar, Jim Clark ganhou essa corrida.

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Por fim, em 1965, sofreu um acidente em Silverstone e foi “encostado” numa garagem para ser restaurado. O azar continuou e, por culpa de um incêndio, o restauro não se chegou a realizar. 30 anos mais tarde foi comprado e voltou a brilhar na sua forma original. Agora, se estiver interessado neste grande pedaço da história do desporto motorizado, terá certamente de abrir os cordões à bolsa. O Lotus 19 vai a leilão, curiosamente, em Silverstone, entre os dias 21 e 23 de fevereiro.

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